Queremos garantir que as decisões tomadas em Belém reflitam um compromisso real e duradouro com quem vai viver as consequências da crise climática por mais tempo: as meninas e os meninos do mundo todo.
Na COP30, garantimos a presença das crianças como compromisso multilateral, pois a participação é um direito. Colocar a infância no centro das negociações climáticas é essencial para o diálogo entre gerações e um compromisso com o presente e o futuro de todas as pessoas.
Toda criança
é o começo de um mundo.
Por que as
crianças?
Por que criança?
Por que a floresta está cansada?
Por que o mar está bravo?
Por que o calor não para de aumentar?
Por que o ar está tão difícil de respirar?
As crianças perguntam “por quê?” o tempo todo. E, para essas perguntas, raramente encontramos respostas, mesmo sabendo que algo está errado. São as crianças que menos têm responsabilidade pela crise climática e, ainda assim, as que mais sofrem com ela.
Segundo a ONU, 1 bilhão de crianças vivem em risco extremo no mundo, e até 5,9 milhões na América Latina podem cair na pobreza até 2030, chegando a 17,9 milhões no pior cenário.
Sem medo de questionar e de imaginar um mundo diferente, da curiosidade das crianças nascem líderes, ideias e possibilidades de mudança. Colaborativas por natureza, as crianças são parte da solução e têm direito de fazer parte das decisões.
cuidar é um
ato climático.
As crianças
na COP30
novembro 19, 2025
“Estamos ouvindo o som do mundo de vocês desmoronando. E vocês, conseguem ouvir?”, perguntou Yará, 9 anos, do povo Sateré Mawé, durante o Diálogo Intergeracional de Alto Nível sobre Crianças e Clima, realizado na Blue Zone nesta segunda (17). O encontro — uma conversa entre três gerações sobre o presente e o futuro — integrou […]
“Estamos ouvindo o som do mundo de vocês desmoronando. E vocês, conseguem ouvir?”, perguntou Yará, 9 anos, do povo Sateré Mawé, durante o Diálogo Intergeracional de Alto Nível sobre Crianças e Clima, realizado na Blue Zone nesta segunda (17). O encontro — uma conversa entre três gerações sobre o presente e o futuro — integrou a agenda de ação da COP30 e foi realizado em parceria com a presidência da Conferência.
Mais de 40 crianças e adolescentes acompanharam as trocas entre jovens de 9 a 17 anos e lideranças como Ana Lucia Villela, Mary Robinson, Hindou Oumarou Ibrahim e Alice Amorim, em uma conversa mediada por Marcele Oliveira (PYCC). Como lembrou Marcele, “intergeracionalidade não é sobre dar voz, mas reconhecer que a voz já existe”.
As perguntas das crianças deixaram claro o que elas esperam agora: decisões.
“Se existem tantos planos climáticos, por que tão pouca coisa muda para quem vive nas periferias?”, questionou João, 16.
“Como decidem o futuro da natureza sem perguntar a quem convive com ela todos os dias?”, provocou Dyellem, 17.
“O que vocês podem garantir hoje, não só quando eu for adulta?”, perguntou Maria Isabelly, 15.
“Vocês acham que têm escutado as crianças de verdade?”, insistiu Yará.
E Vicente, 11, resumiu o incômodo: “Por que precisamos provar que estamos com medo para sermos levados a sério?”
A mensagem central foi inequívoca: participação infantil não é simbólica — é estratégica. Agora, cabe à Presidência da COP30 e aos países transformar essas demandas em ação, garantindo que os impactos da crise climática sobre as crianças sejam realmente prioridade nas decisões que definirão o futuro.
novembro 17, 2025
Neste sábado, crianças e famílias ocuparam as ruas em defesa da justiça climática, levando cartazes e mensagens construídas por elas mesmas. Com o chamado para “preservar como uma criança” e “cuidar do agora para garantir o futuro”, reforçaram a importância de colocar a infância no centro das decisões climáticas. Vestindo a mensagem “COP das Crianças. […]
Neste sábado, crianças e famílias ocuparam as ruas em defesa da justiça climática, levando cartazes e mensagens construídas por elas mesmas. Com o chamado para “preservar como uma criança” e “cuidar do agora para garantir o futuro”, reforçaram a importância de colocar a infância no centro das decisões climáticas.
Vestindo a mensagem “COP das Crianças. Eu sou parte da solução”, elas mostraram que cultura, ativismo e participação se unem para afirmar seu lugar nos espaços de decisão.
A Marcha, parte do Dia de Ação Global por Justiça Climática, reuniu moradores de Belém, participantes da COP30 e diversas organizações, expressando um compromisso coletivo com um futuro possível para quem já vive hoje os impactos da crise climática.
Ao caminhar ao lado delas, reforçamos: crianças são parte da solução — e não há justiça climática sem ouvi-las e considerá-las.
novembro 16, 2025
Lançamos a Declaração da COP das Crianças na COP30, ao lado de mais de 70 autoridades comprometidas em colocar a infância no centro da ação climática. “A Declaração nasce da urgência de garantir que crianças sejam consideradas em primeiro lugar nas políticas climáticas, da sala de negociação aos territórios”, afirmou JP Amaral, Gerente de Natureza […]
Lançamos a Declaração da COP das Crianças na COP30, ao lado de mais de 70 autoridades comprometidas em colocar a infância no centro da ação climática. “A Declaração nasce da urgência de garantir que crianças sejam consideradas em primeiro lugar nas políticas climáticas, da sala de negociação aos territórios”, afirmou JP Amaral, Gerente de Natureza do Alana.
O documento é fruto de uma mobilização construída ao longo de anos com Estados e municípios. Ele reconhece mandatos que já priorizam a infância e reafirma publicamente esse compromisso.
A COP30 marca um avanço ao destacar o papel de governos subnacionais e reforça uma premissa fundamental: crianças são o grupo mais afetado pela crise climática e, ainda assim, historicamente pouco consideradas nas negociações globais.
Chegamos até aqui com uma agenda sólida — Mini-COPs realizadas por crianças em nove países, mais de 1.300 cartas entregues na pré-COP e um diálogo contínuo para assegurar que a infância apareça de forma consistente nas decisões internacionais.
A Declaração sintetiza esse percurso e aponta o que importa agora: implementação nos territórios, nas cidades e nas políticas que chegam à vida real das crianças. Seguimos trabalhando para que este compromisso se transforme em ação concreta para quem mais importa.
novembro 19, 2025
“A crise climática é uma crise dos direitos de crianças e adolescentes. E, quando acontece um desastre, todas as interseccionalidades de violência se agravam”, afirmou Pedro Hartung, CEO do Alana, durante talk show no Espaço Folha na COP30, dedicado ao enfrentamento da violência e exploração sexual. O debate reuniu também Paula Alegria (Plan International), Irmã […]
“A crise climática é uma crise dos direitos de crianças e adolescentes. E, quando acontece um desastre, todas as interseccionalidades de violência se agravam”, afirmou Pedro Hartung, CEO do Alana, durante talk show no Espaço Folha na COP30, dedicado ao enfrentamento da violência e exploração sexual.
O debate reuniu também Paula Alegria (Plan International), Irmã Henriqueta (Comissão Justiça e Paz da CNBB) e Estela Renner (Maria Farinha Filmes). Todos reforçaram um dado alarmante: no Brasil, uma criança ou adolescente é vítima de violência sexual a cada 8 minutos — realidade agravada pela desigualdade e pelos impactos da crise climática.
Pedro destacou como vulnerabilidades se acumulam em diferentes territórios, ampliando riscos para crianças e adolescentes. Paula apontou o aumento da violência, especialmente contra meninas, em situações de emergência climática e deslocamento. Com décadas de atuação, Irmã Henriqueta deixou a pergunta que marcou o encontro: “Até quando as nossas infâncias vão ficar nesse estado de clamor por vida digna?”
novembro 10, 2025
Durante a #COPdasCrianças, em Belém, crianças e adolescentes latinoamericanos com idades de 12 a 18 anos participaram da mesa “COP para Crianças: colocando os direitos de crianças e adolescentes no centro da ação climática.” Realizada no Pavilhão da Infância e da Adolescência, localizado na área de acesso restrito a negociadores e observadores credenciados pela ONU (a […]
Durante a COPdasCrianças, em Belém, crianças e adolescentes latinoamericanos com idades de 12 a 18 anos participaram da mesa “COP para Crianças: colocando os direitos de crianças e adolescentes no centro da ação climática.” Realizada no Pavilhão da Infância e da Adolescência, localizado na área de acesso restrito a negociadores e observadores credenciados pela ONU (a BlueZone), eles compartilharam o que acontece em seus territórios que lhes traz esperança.
Suas falas revelaram a força de uma geração que já está agindo: jovens que se organizam desde muito cedo, comunidades que resistem, movimentos que se unem para proteger a vida e transformar a realidade ao seu redor.
Cada fala foi um lembrete de que a esperança requer ação. Ela se constrói com diálogo, com participação e com a certeza de que juntos podemos mudar o curso da crise climática. Confira o que foi dito nas imagens abaixo.
A COPdasCrianças nasce desse espírito coletivo, de quem acredita que o futuro começa agora e que toda transformação verdadeira começa ouvindo quem já está fazendo a diferença.
Porque acreditar no poder das infâncias é acreditar na capacidade do mundo de se reinventar. E toda criança é o começo de um mundo.
novembro 15, 2025
Na manhã desta sexta (14), adolescentes e a escritora e navegadora Tamara Klink se encontraram para falar sobre coragem e sobre o papel de cada geração diante da crise climática. Tamara compartilhou a experiência de cruzar a Passagem Noroeste, no Ártico — uma rota que antes exigia quebra-gelos e que hoje está quase totalmente derretida. […]
Na manhã desta sexta (14), adolescentes e a escritora e navegadora Tamara Klink se encontraram para falar sobre coragem e sobre o papel de cada geração diante da crise climática. Tamara compartilhou a experiência de cruzar a Passagem Noroeste, no Ártico — uma rota que antes exigia quebra-gelos e que hoje está quase totalmente derretida. “Essa passagem não deveria ser possível. Ela só se tornou viável por causa das mudanças climáticas. De 60 dias de viagem, encontrei gelo em apenas 5.”
Entre os jovens presentes, Taíssa, indígena Magüta, de 15 anos, trouxe a perspectiva de quem vive esses impactos no território: “É muito importante que nós, crianças, adolescentes e povos indígenas, estejamos nesses espaços. Mas é triste ver que, mesmo protegendo a Amazônia, muitas vezes não nos deixam entrar em áreas importantes de negociação. Se a floresta ainda está em pé, é por nós.”
Uma parte da conversa foi transmitida ao vivo, reforçando o essencial: não há resposta à crise climática sem ouvir quem já enfrenta suas consequências hoje. Para nós, do Alana, encontros como esse precisam se tornar parte da estrutura das decisões globais. Colocar crianças e adolescentes no centro significa reconhecer seu poder de transformar, mobilizar e imaginar futuros que adultos muitas vezes não enxergam.
Seguimos trabalhando para que esse seja um dos legados da COP30: políticas climáticas construídas com crianças e adolescentes — e não apenas para elas.
novembro 12, 2025
Durante o Dia da Educação, na COP30, em Belém (PA), reafirmamos algo que acreditamos profundamente: educar é agir pelo clima. Reunimos educadores, estudantes, gestores e lideranças públicas para fortalecer a ideia de que a transformação climática começa na forma como aprendemos e nos relacionamos com o planeta. Na abertura, nossa fundadora e presidente, Ana Lucia […]
Durante o Dia da Educação, na COP30, em Belém (PA), reafirmamos algo que acreditamos profundamente: educar é agir pelo clima. Reunimos educadores, estudantes, gestores e lideranças públicas para fortalecer a ideia de que a transformação climática começa na forma como aprendemos e nos relacionamos com o planeta.
Na abertura, nossa fundadora e presidente, Ana Lucia Villela, destacou que integrar natureza e aprendizado reconstrói vínculos essenciais — de saúde, segurança, pertencimento e esperança. Como ela lembrou, a educação é tão decisiva quanto energia ou transportes para enfrentar a crise climática.
O Ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou que o cuidado nasce do aprendizado: quando uma criança entende a importância da água, da vida e do ambiente, leva esse conhecimento para casa e para o futuro.
E Giovana, estudante e guardiã da natureza, nos lembrou que a mudança começa no cotidiano: na escola, na rua, nas escolhas que fazemos.
O Dia da Educação mostrou que precisamos de respostas sistêmicas e intersetoriais. E que integrar diferentes saberes — de gestores, professores, alunos e comunidades — é essencial para soluções duradouras.
É isso que nos move: colocar educação e natureza no centro das respostas à emergência climática, apoiar políticas públicas, fortalecer territórios e inspirar um movimento de sociedade em que as crianças vêm sempre em primeiro lugar.
novembro 14, 2025
No painel realizado nesta quinta-feira na COP30, Pedro Hartung, CEO do Alana, reforçou que não existe transição climática sem educação. Para ele, a educação é a infraestrutura que prepara as pessoas para construir um futuro mais sustentável — e desenvolver as habilidades verdes que o mundo já demanda. A transição verde não depende apenas de […]
No painel realizado nesta quinta-feira na COP30, Pedro Hartung, CEO do Alana, reforçou que não existe transição climática sem educação. Para ele, a educação é a infraestrutura que prepara as pessoas para construir um futuro mais sustentável — e desenvolver as habilidades verdes que o mundo já demanda.
A transição verde não depende apenas de tecnologia ou metas de carbono, mas de gente formada para atuar nesse novo modelo socioeconômico. Segundo o relatório internacional “Os Retornos da Resiliência”, investimentos em resiliência climática podem gerar 280 milhões de empregos em países emergentes até 2035 — vagas que só se concretizam se as novas gerações estiverem preparadas.
Essas habilidades começam a ser construídas na escola. Por isso, o Alana defende uma educação baseada na natureza, capaz de formar professores, transformar currículos e criar ambientes de aprendizagem conectados ao território e à sustentabilidade.
novembro 13, 2025
As histórias que contamos moldam o mundo que construímos.Durante a COP30, a diretora e cofundadora da Maria Farinha Filmes, Estela Renner, participou do painel “Histórias na tela para impacto real: mobilizando cinema e televisão para a ação climática”, na Blue Zone. Ela destacou o papel do audiovisual na luta contra a crise climática — uma […]
As histórias que contamos moldam o mundo que construímos.
Durante a COP30, a diretora e cofundadora da Maria Farinha Filmes, Estela Renner, participou do painel “Histórias na tela para impacto real: mobilizando cinema e televisão para a ação climática”, na Blue Zone.
Ela destacou o papel do audiovisual na luta contra a crise climática — uma ferramenta capaz de transformar consciência em movimento e despertar empatia e ação. Segundo Estela, cada produção nasce de diálogo com cientistas, especialistas e organizações para garantir impacto real.
Ao relembrar a série Aruanas, assistida por mais de 35 milhões de pessoas por episódio, Estela reforçou que é possível unir entretenimento, arte e propósito na construção de futuros mais justos e sustentáveis.
novembro 11, 2025
Na terça-feira, durante o segundo dia da COP30, realizamos, em parceria com a Our Kids’ Climate, uma coletiva de imprensa com mães e crianças de diferentes partes do mundo. Elas compartilharam sentimentos e ideias sobre o futuro que desejam — com florestas vivas, rios limpos e escolas que ensinem sobre o clima e o cuidado […]
Na terça-feira, durante o segundo dia da COP30, realizamos, em parceria com a Our Kids’ Climate, uma coletiva de imprensa com mães e crianças de diferentes partes do mundo. Elas compartilharam sentimentos e ideias sobre o futuro que desejam — com florestas vivas, rios limpos e escolas que ensinem sobre o clima e o cuidado com a Terra.
O encontro mostrou a força do diálogo entre gerações e reforçou que a ação climática precisa incluir escuta, proteção e esperança. As crianças não querem apenas ser ouvidas, querem ser parte das soluções.
Para incentivar uma cobertura mais ética e participativa, lançamos com a ANDI – Comunicação e Direitos o guia “Como entrevistar crianças e adolescentes sobre a pauta climática”, com orientações práticas para jornalistas e comunicadores.
Acesse o guia:
novembro 6, 2025
Entre os dias 10 e 25 de novembro, acontece em Belém do Pará, na Amazônia, a 30ª edição do encontro sobre mudanças climáticas mais importante do mundo, a Conferência das Partes das Nações Unidas (COP). E não há justiça climática possível sem diálogo intergeracional. Os mais jovens trazem para a conversa novas perspectivas, soluções inovadoras […]
Entre os dias 10 e 25 de novembro, acontece em Belém do Pará, na Amazônia, a 30ª edição do encontro sobre mudanças climáticas mais importante do mundo, a Conferência das Partes das Nações Unidas (COP).
E não há justiça climática possível sem diálogo intergeracional. Os mais jovens trazem para a conversa novas perspectivas, soluções inovadoras e energia para a ação. Colocar a infância no centro das negociações é garantir que as decisões tomadas hoje não agravem, mas previnam as desigualdades do amanhã.
O caminho para essa transformação já está sendo construído. O Brasil tem dado passos firmes ao aproximar infância, educação e natureza como alicerces de uma sociedade resiliente.
A #COPdasCrianças é mais do que uma ideia — é uma urgência. É alinhar o espírito de mutirão convocado para a COP30 com a energia das novas gerações. É assegurar que as decisões tomadas em Belém reflitam um compromisso duradouro com quem viverá as consequências por mais tempo: as meninas e os meninos do mundo todo.
novembro 5, 2025
Não podemos mais ignorar que quem menos contribuiu para a crise climática, sofra, desproporcionalmente, suas consequências. Crianças e adolescentes representam 1/3 da população global e metade delas, cerca de 1 bilhão, estão tendo suas vidas afetadas por eventos climáticos extremos, como enchentes, secas prolongadas, poluição e ondas de calor. Essa é a realidade de crianças […]
Não podemos mais ignorar que quem menos contribuiu para a crise climática, sofra, desproporcionalmente, suas consequências. Crianças e adolescentes representam 1/3 da população global e metade delas, cerca de 1 bilhão, estão tendo suas vidas afetadas por eventos climáticos extremos, como enchentes, secas prolongadas, poluição e ondas de calor. Essa é a realidade de crianças e adolescentes do mundo todo e chegou o momento de reconhecer e incluir as suas vozes na COP, ouvindo e respondendo a suas dores e demandas, principalmente às dos mais vulnerabilizados: meninas, crianças negras, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, periféricas e crianças com deficiências. Crianças e adolescentes herdarão esse planeta. Investir nesse público hoje é, acima de tudo, uma oportunidade para as negociações climáticas globais e a chave para concretizar a equidade intergeracional. Afinal, um clima saudável para as crianças é um clima seguro para todos.
Em 2024, pela primeira vez, aconteceu o Expert Dialogue na SB60, um dia dedicado para reunir países, organizações e especialistas para discutir os impactos desproporcionais das mudanças climáticas sobre crianças e adolescentes. Esse momento representou um importante avanço no reconhecimento de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos. Entretanto, é urgente que iniciativas como essa se revertam em ações climáticas concretas, centradas nesse público. Em 29 COPs, ainda não houve uma decisão robusta focada na proteção dos direitos e do melhor interesse de crianças e adolescentes.
Por isso, pedimos que a COP30 deixe um legado para as presentes e futuras gerações e suas famílias em busca de equidade intergeracional, ao reconhecer e garantir que crianças e adolescentes sejam uma consideração primordial. Isso significa incluí-los de maneira transversal nos processos da COP, reconhecendo suas particularidades e vulnerabilidades frente à crise climática. Para isso acontecer, precisamos:
1. Garantir a primeira decisão das COPs voltada à proteção de crianças e adolescentes: a COP30 deve responder ao Expert Dialogue com uma decisão que reconheça os impactos desproporcionais da crise climática sobre esse público e assegure a integração transversal dos seus direitos e melhor interesse em todas as agendas da COP com a menção explícita a crianças e adolescentes como consideração primordial nas soluções climáticas e estabelecendo um mecanismo de monitoramento para isso.
2. Garantir a participação e liderança de crianças e adolescentes no processo das COPs e nas políticas dos Estados: crianças e adolescentes devem ser ouvidos e considerados nas discussões e decisões climáticas. As delegações das Partes devem estimular a sua participação nos planos nacionais e como parte da delegação nacional oficial para a COP, garantindo o fortalecimento de suas capacidades.
3. Presidência orientada à infância: Toda presidência da COP deve garantir a participação significativa e qualificada de crianças e adolescentes ao longo do seu mandato, conectando e encaminhando seus pedidos para a Agenda de Ação e para as agendas de negociação. A figura da Campeã Climática da Infância e Juventude da Presidência (PYCC) deve incluir as crianças em seus processos de escuta e em suas recomendações para a presidência.
4. Uma COP inclusiva para crianças e adolescentes: devemos garantir que a COP seja acessível para crianças e seus cuidadores, de modo que se sintam seguros, incluídos e participantes da conferência, por meio da própria estrutura do local, como também de uma política de salvaguardas que vise tal proteção.
5. Setor da Educação como central nas soluções climáticas: as escolas e a agenda de educação devem ser vistas para além do letramento climático e se tornar parte central das estratégias de adaptação e resiliência climática. Para isso, é essencial incluir soluções baseadas na Natureza nos espaços escolares e repensar as práticas pedagógicas, no sentido de permitir que crianças e adolescentes aprendam com e na natureza, e também aprendam a responder a riscos de desastres climáticos.
Como afirmou o Presidente-Designado da COP30, Embaixador André Corrêa do Lago, é preciso “lembrar a todos nós que são essas crianças e adolescentes que irão viver por mais tempo com as consequências das decisões que tomarmos”. É nesse espírito que este manifesto se faz presente, urgente e necessário.
É chegada a hora: que a COP30 seja a COP das Crianças!
O caminho para
a COP das Crianças
Onde estão as crianças? Na COP 26, em Glasgow (Escócia), a ausência de crianças chama atenção e inspira a mobilização de organizações pela defesa dos seus direitos.
As vozes das crianças chegam às telas da COP 27, em Sharm el-Sheikh (Egito), e organizações entregam ao governo uma carta pelo direito das crianças a um futuro agora, no presente.
Com apoio oficial da presidência da COP 28, do UNICEF, do Alana e de outras organizações, um filme com crianças de 12 países abre as principais reuniões do evento em Dubai (Emirados Árabes Unidos), com um recado direto que gera resultados.
Pela primeira vez, um dia inteiro de negociações é dedicado a discussões sobre clima, crianças e adolescentes — com a presença de meninas e meninos na Conferência do Clima em Bonn (Alemanha).
Na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade em Cali (Colômbia), um novo marco de incidência: quanto menos diversa a natureza, mais vulneráveis ficam as crianças.
Crianças presentes! Delegações infantojuvenis se encontram com lideranças globais para apresentar suas preocupações e propostas sobre a agenda climática na COP 29 em Baku, Azerbaijão.
La Clima e Alana lançam um estudo inédito que analisa a evolução da presença do tema “crianças” nas conferências do clima (COPs)durante a reunião dos Órgãos Subsidiário da ONU em Bonn (Alemanha).
Onde estão as crianças? Na COP 26, em Glasgow (Escócia), a ausência de crianças chama atenção e inspira a mobilização de organizações pela defesa dos seus direitos.
As vozes das crianças chegam às telas da COP 27, em Sharm el-Sheikh (Egito), e organizações entregam ao governo uma carta pelo direito das crianças a um futuro agora, no presente.
Com apoio oficial da presidência da COP 28, do UNICEF, do Alana e de outras organizações, um filme com crianças de 12 países abre as principais reuniões do evento em Dubai (Emirados Árabes Unidos), com um recado direto que gera resultados.
Pela primeira vez, um dia inteiro de negociações é dedicado a discussões sobre clima, crianças e adolescentes — com a presença de meninas e meninos na Conferência do Clima em Bonn (Alemanha).
Na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade em Cali (Colômbia), um novo marco de incidência: quanto menos diversa a natureza, mais vulneráveis ficam as crianças.
Crianças presentes! Delegações infantojuvenis se encontram com lideranças globais para apresentar suas preocupações e propostas sobre a agenda climática na COP 29 em Baku, Azerbaijão.
La Clima e Alana lançam um estudo inédito que analisa a evolução da presença do tema “crianças” nas conferências do clima (COPs)durante a reunião dos Órgãos Subsidiário da ONU em Bonn (Alemanha).
Uma consideração primordial para seu futuro no presente.
Um guia para escolas mais verdes e resilientes.
Infográfico dos dados inéditos sobre 20.635 escolas de educação infantil e ensino fundamental localizadas nas capitais brasileiras.
Como fazer das escolas um lugar onde crianças possam brincar e aprender com e na natureza?
Como o mundo atual está acolhendo as novas gerações?
Guia elaborado com base no material Recomendação do CONANDA para a proteção integral a crianças e adolescentes.
Mutirão nacional: que cada escola ou território organize uma MINICOP com as crianças e os adolescentes.
Como a natureza apoia a saúde e o desenvolvimento das crianças e adolescentes?
Quais são os elementos que compõem um parque naturalizado e como por o projeto em prática?
Fazer das escolas um lugar onde crianças possam brincar e aprender com e na natureza
Análise comparativa dos níveis críticos e planos de emergência do Brasil e de oito países.
Descubra porque defendemos escolas com mais natureza, conectadas com seus entornos e com propostas de aprendizagem ao ar livre.
Documentário que propõe um mergulho inédito na infância Yudja (Parque Indígena do Xingu/MT) e os cuidados que acompanham seu crescimento.
Síntese atualizada e perspectivas para a tomada de decisões estratégicas.
Publicação sobre água, segurança hídrica e justiça socioambiental, com propostas educativas para escolas e comunidades.
Os impactos das mudanças climáticas em territórios vulnerabilizados e as respostas comunitárias.
Síntese das ações de crianças e adolescentes na construção de soluções socioambientais no Jardim Pantanal.
Nesta COP das Crianças, o Alana marca presença em diferentes espaços — antes e durante as negociações — para fortalecer a incidência em defesa dos direitos das infâncias no clima. Acompanhe a nossa programação e as vozes que nos representam.
3 de outubro
9h - 18h
Brasília (DF) – Brasília Palace Hotel
O evento reuniu gestores públicos, pesquisadores, lideranças sociais e representantes da presidência da COP30 para colocar as crianças no centro do debate climático. Promovido pelo Instituto Alana em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o encontro integrou uma série internacional de summits sobre resiliência climática,iniciativa que conecta experiências globais a partir do “Planetary Call to Action for Climate Change Resilience”, assinado pelo Papa Francisco.
Com participação de crianças do Conselhinho e dos Criativos, o dia foi marcado por trocas entre gerações e pela construção coletiva de compromissos para proteger e fortalecer a infância frente à crise climática.
13 - 14 de outubro
Antes mesmo das negociações começarem, as crianças chegam à Pré-COP com uma mensagem simples e poderosa: é possível cuidar do planeta com esperança. Cada líder será recebido com uma carta escrita por uma criança brasileira,um gesto de boas-vindas cheio de inspiração, verdade e alegria, traduzido também para o inglês.
15 de outubro
Brasília (DF)
Um encontro promovido pelo Alana e o Itamaraty com representantes de países estratégicos nas negociações climáticas. O objetivo é colocar o tema das infâncias no centro das conversas e sensibilizar negociadores para levar essa agenda até Belém.
3 - 5 de novembro
Rio de Janeiro (RJ) — Museu do Amanhã
Antes da COP30, o Brasil recebe a edição 2025 do prêmio global criado pelo Príncipe William. O Alana apoia institucionalmente o evento e leva crianças e jovens para vivências inspiradas nas COPs — as “mini-COPs” — com momentos de criação, diálogo intergeracional e troca com os finalistas do prêmio.
12 de novembro
Caixa Cultural Belém, no Porto Futuro II
O Alana terá papel central no Dia da Educação da COP30, que integra educação e ação climática. À tarde, o espaço DIFOR recebe quatro painéis sobre redução de riscos e desastres, infraestrutura escolar resiliente, educação ambiental no currículo e o protagonismo de crianças e adolescentes. O dia encerra com a mostra de projetos, experiências educativas e o lançamento da declaração “Crianças no centro da ação climática: um compromisso político para a COP30”.
12 de novembro
09:00 — 10:30
Belém (PA)
Documento de compromisso político lançado pelo Governo Federal, com apoio do Alana, para reconhecer o papel das crianças na ação climática. A declaração apresenta compromissos concretos já assumidos por parlamentares e ministérios, um legado brasileiro para a COP das Crianças.
12 de novembro
10h
Espaço de exibição dentro da COP30
As histórias que inspiram o futuro tomam as telas da COP30. A Mostra de Cinema Infantojuvenil pelo Clima exibe produções que conectam infância, cultura e meio ambiente:
O Brasil antes de 1500
13 de novembro
10h
Espaço de exibição dentro da COP30
As histórias que inspiram o futuro tomam as telas da COP30. A Mostra de Cinema Infantojuvenil pelo Clima exibe produções que conectam infância, cultura e meio ambiente:
O Começo da Vida 2
14 de novembro
10h
Espaço de exibição dentro da COP30
As histórias que inspiram o futuro tomam as telas da COP30. A Mostra de Cinema Infantojuvenil pelo Clima exibe produções que conectam infância, cultura e meio ambiente:
Do Colo da Terra
17 de novembro
Belém (PA)
Um encontro entre gerações para pensar o futuro. No método proposto pelo UNICEF, quatro crianças e quatro adultos conversam mediadas por Ana Lúcia Vilela (presidente do Instituto Alana), com cerca de 30 crianças na plateia. Um momento de troca e escuta que simboliza o ciclo do Alana nas COPs, reforçando que só há futuro se for construído em diálogo e com a participação das crianças.
Data a confirmar
Pavilhão da Cultura, COP30
O evento apresenta as Mini-COPs como movimento cultural em que crianças, territórios e saberes ancestrais apontam caminhos para o planeta. Mostra o crescimento da presença infantil nas conferências e como seus imaginários inspiram soluções justas e inovadoras. O objetivo: fortalecer as Mini-COPs como prática cultural e política, ampliando a participação das infâncias nos debates climáticos.